Olá pessoal 🙂
Para iniciar as nossas postagens, que tal conhecer um pouco mais sobre algumas intolerâncias alimentares?
Hoje falaremos sobre a intolerância ao glúten.
Chamada de doença celíaca, a intolerância ao glúten geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, mas muitos descobrem somente na vida adulta. O tratamento depende de uma dieta de privações, e quem tem a doença não pode comer pães, bolos, bolachas, macarrão, pizzas, nem tomar cervejas, whisky e vodca, por exemplo.
Diferentemente da intolerância à lactose, que é mais fácil identificar pela presença de leite nos alimentos, o glúten é invisível. Um prato de arroz branco, por exemplo, não contém glúten. Contudo, se quem preparou o arroz acrescentou um tablete de caldo industrializado, a chance de o mesmo prato apresentar glúten é enorme, pois a grande parte dos caldos industrializados contém tal proteína. Este é um desafio de muitas pessoas que têm a doença.
O que é o glúten?
É a principal proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e no malte (subproduto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são "partes do glúten", que recebem nomes diferentes para cada cereal.
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O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto a dieta deve ser seguida à risca. O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.
Cinco sinais que podem indicar intolerância ao glúten
- Problemas gástricos – diarreias, prisão de ventre, produção excessiva de gases, estufamento abdominal e refluxo são exemplos desse tipo de problema. Se o corpo é intolerante ao glúten, ao consumi-lo o organismo não consegue digerir a proteína, respondendo com esses sintomas indesejados.
- Enxaqueca – o glúten pode atrapalhar o metabolismo do corpo humano. Com o funcionamento mais lento, o organismo não consegue eliminar toxinas e favorece o aparecimento de dores de cabeça e enxaqueca.
- Distúrbios neurológicos e energéticos – fadiga, confusão, alteração de humor, depressão ou cansaço – são sintomas mais comuns e podem aparecer principalmente após o consumo de glúten. A explicação é a dificuldade em absorver nutrientes causada pelos danos na mucosa intestinal.
- Resistência insulínica e diabetes – o trigo possui a capacidade de elevar os níveis de glicose no sangue, o que dá início à montanha russa de glicose e insulina que estimula o apetite e promove acúmulo de gordura visceral. O ganho de peso leva à uma alteração na sensibilidade à insulina, condição fundamental para o desenvolvimento do diabetes.
- Ansiedade, compulsão alimentar – as exorfinas derivadas do glúten têm potencial para gerar euforia, dependência e estimular o apetite.
No próximo post, iremos falar sobre a intolerância à lactose.
Até mais 🙂